Freguesia de Alcáçovas
Alcáçovas é uma freguesia portuguesa do concelho de Viana do Alentejo, com 268,13 km² de área e 2 088 habitantes (2001). Densidade: 7,8 h/km².
Foi vila e sede deconcelho entre 1258 e 1836. Era constituído apenas pela freguesia da sede etinha, em 1801, 1 613 habitantes.
Património
greja Matriz doSalvador de Alcáçovas, adro e cruzeiro
Ermida de SãoPedro dos Sequeiras
Paço Real ou Paçodos Henriques, Jardim e Capela de Nossa Senhora da Conceição
A dezoito quilómetros da sede de concelho, Alcáçovas é uma importante freguesia do concelho de Viana do Alentejo. Tem uma história de muitos séculos e um povoamento que ascende, pelo menos, à época romana.
Segundo alguns autores, aqui existiu a cidade romana de Castraleucas, para outros estudiosos de Ceciliana. Alcáçovas sofreu posteriormente as invasões muçulmanas, em 715. Aquele povo conquistou rapidamente a vila, e é dessa altura o nome da freguesia. Um topónimo que não é mais do que uma corrupção da palavra Al-casba, que significa fortaleza ou presídio. Foi uma das freguesia: despovoadas durante as guerras mouriscas dos séculos centrais da Idade Média.
Em 1258, recebeu foral de D. Martinho, bispo de Évora, sendo a partir desse ano finalmente povoada. D.Afonso III deu-Ihe novo foral em 1271 e elevou-a à categoria de vila.
D. Dinis viria posteriormente a reedificar Alcáçovas e a construir ali um palácio para sua moradia. Este solar passou mais tarde para os condes de Alcáçovas. Como refere Pinho Real, "D. Dinis aqui residiu por muitas vezes, no seu palácio, vindo passar os verãos a esta vila, e costumava ir cear muitas vezes ao pé da fonte do concelho".
É do reinado do "rei Lavrador", também, a fundação de um castelo, fundamental, à época, para a defesa do território nacional dos ataques estrangeiros.
Em termos de património edificado, um destaque importante para a igreja matriz. Fora do centro da vila, é uma construção em abóbada, de três naves, que data de 1530.
A ermida de Nossa Senhora da Graça, a quatro quilómetros do centro da freguesia, encontra-se em local elevado. Com Misericórdia e hospital, foi já, por obra dos frades de S. Domingos, da invocação de Nossa Senhora da Esperança.
Chocalhos
Muito famosa nesta freguesia, desde sempre, foi a indústria artesanal dos chocalhos. Em meados do século, referia a "Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira": «Alcáçovas, rica produtora de cereais, exporta lã e queijo e tem como característica indústria a dos chocalhos, muito antiga, que desde séculos se transmitia de geração em geração, em três ou quatro famílias. Os chocalhos, conforme as dimensões, tomam os nomes de reboleiro, picadeira, piquetes, serranas, etc., além dos minúsculos, os guias de furão.» Ainda hoje, pode-se dizer, é uma arte que vai tardando em desaparecer e que vai conseguindo manter as mesmas características de outrora.
Conde de Alcáçovas
Foi 1º. Conde de Alcáçovas D. Francisco de Sales Henriques Pereira de Faria Saldanha Vasconcelos de Lencastre, que nasceu a 12 de Dezembro de 1811 e morreu cedo, em 21 de Maio de 1840. Distinguiu-se como um paladino da liberdade, em especial no cerco do Porto e nas guerras civis subsequentes. Perdeu um braço numa dessas batalhas, em 1834, sendo de imediato reformado em tenente de infantaria.