Sistema de Apoio ao Emprego (SAE)
Breve Descrição
O SAE tem como objectivo apoiar pessoas em situação de desemprego, sobretudo as pertencentes a grupos socialmente excluídos - como pessoas portadoras de deficiência física e mental, desempregados de longa duração, jovens com poucas qualificações à procura do primeiro emprego, e outros - a adquirir qualificações para novos empregos criados no mercado de trabalho.
Com recurso a software avançado, sistemas de rede e multimédia, foi possível criar uma nova prática de disponibilização de serviços de formação, mais flexível e melhor adaptada às necessidades individuais de cada utilizador. A formação passou a ser possível em qualquer altura e em qualquer lugar, ao ritmo do utilizador, com apoio oferecido electronicamente através de sistemas on-line, tutores remotos e grupos de discussão. Provou-se que as ferramentas multimédia permitiram aumentar a motivação e proporcionar diferentes estilos de aprendizagem.
Justificação e Objectivos
A IBM anunciou, em 1996, um programa de seis projectos europeus que demonstram a forma como a tecnologia pode ser usada para ultrapassar as barreiras na evolução do mercado de trabalho. Estes projectos foram seleccionados tendo por base meios tecnológicos, permitindo pôr em marcha novos métodos de aprendizagem e relevantes experiências em toda a Europa.
O sistema convencional de formação profissional a nível europeu está a adaptar-se lentamente às mudanças do mercado laboral. De facto, registam-se, actualmente, na União Europeia cerca de 18 milhões de desempregados, uma população significativamente superior à das economias dos Estados Unidos da América e do Japão. Daí que, o programa IBM contemple o problema da falta de qualificações entre as pessoas desempregadas da Europa.
No seminário europeu da IBM intitulado "Exclusão Social, Tecnologia e a Sociedade da Aprendizagem", em que participaram representantes de governos, organizações de formação profissional e instituições académicos, foram identificadas as seguintes barreiras ao aperfeiçoamento de competências de pessoas desempregadas:
• Falta de confiança e motivação para integrar programas de formação profissional;
• Fracasso de experiências anteriores com tradicionais métodos e instituições de formação;
• Fraca formação de base;
• Desconhecimento de oportunidades de formação profissional e dificuldades em conseguir apoio e informação;
• Falta de flexibilidade nos programas existentes;
• Inexistência de familiaridade com a tecnologia, e problemas com a complexidade da sua utilização.
Os desenvolvimentos que se registam ao nível da tecnologia com uso de avançado software sistemas em rede e multimédia estão a revolucionar a gestão e a oferta de serviços de educação e formação profissional.
Tais desenvolvimentos são particularmente relevantes para as pessoas desempregadas, dado que a formação pode tornar-se mais flexível, à medida das necessidades de cada um. A formação para poder realizar-se em qualquer lugar e em qualquer altura. Cada pessoa tem a possibilidade de trabalhar ao seu próprio ritmo, com apoio garantido electronicamente através de sistemas "on-line", tutores remotos e grupos de discussão, bem como ferramentas multimédia que podem incrementar a motivação e proporcionar diferentes estilos de aprendizagem.
Os seis programas IBM de Apoio ao Emprego acima mencionados são:
• Brunel University Centre for Lifelong Learning - Reino Unido
• Centre de Formation d'Apprentissage Stephenson - França
• Naestved Kommune - Dinamarca
• Knowsley Community College - Reino Unido
• Senior College Ballyfermot - Irlanda
• Centro de Reabilitação Profissional de Gaia - Portugal
Pretendeu-se, em suma:
• Prestar apoio na transição para a vida activa através de um sistema auto-manipulável, aberto e flexível e territorialmente disseminado;
• Implementar uma parceria de trabalho em rede entre instituições localmente intervenientes no apoio ao emprego (O SAE foi implementado em 5 pólos com competências no combate ao desemprego, por forma a conseguir uma maior abrangência em relação às populações desempregadas da zona do Grande Porto. Foram este pólos o Centro de Reabilitação Profissional de Gaia, o Centro Histórico de Gaia, a Associação Comercial e Industrial de Gaia, Vila D’Este e a Loja do Cidadão do Porto);
• Demonstrar a importância das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para a integração profissional e para a promoção da inclusão social;
• Experimentar formatos alternativos aos existentes na prestação de apoio ao emprego, orientados para a satisfação dos clientes e para a rentabilização dos recursos existentes.
Aspectos Chave
A Região Norte de Portugal possui cerca de 60 000 desempregados, 50% dos quais encontrando-se nesta situação há mais de 2 anos. Deste grupo, 17 500 estão registadas no Centro de Emprego do Concelho de Gaia. Tradicionalmente predomina a indústria da transformação, assente sobretudo em PME's.
A promoção da qualificação da mão-de-obra disponível, sobretudo se associada às TIC, constitui-se numa mais valia preciosa na promoção da competitividade e capacidade de inovação das empresas que venham a integrar estes trabalhadores.
A promoção da inclusão de indivíduos portadores de deficiência revela-se ainda como o principal elemento diferenciador deste Projecto, transformando-o numa Boa Prática neste âmbito.
Metodologia
A metodologia usada é suportada pelo uso das TIC, possibilitando a cada pessoa trabalhar ao seu próprio ritmo, com apoio garantido electronicamente através de sistemas "on-line", tutores remotos e grupos de discussão, bem como ferramentas multimédia que podem incrementar a motivação e proporcionar diferentes estilos de aprendizagem.
O uso específico dessa tecnologia inclui:
• Disponibilização de formação electrónica em contextos comunitários informais;
• Desenvolvimento de ferramentas integrando bases de dados específicas para avaliação de competências, identificação de oportunidades de formação e desenvolvimento de competências para a procura de emprego;
• Adaptação de programas de aprendizagem para grupos específicos;
• Apoio tutorial remoto e grupos de suporte electrónico paralelo;
• Utilização de materiais de aprendizagem multimédia.
Actividades que levaram ao sucesso da Boa Prática
Formação realizada